Ao longo dos últimos 200 anos a ciência económica (a Economia da Educação é uma das muitas vertentes que mais interrogações tem suscitado) tem sido escrita e perspectivada através da explicação e adaptação aos diversos paradoxos que vão surgindo, à medida da formulação das diversas Teorias (Mão visível ou invisível, etc.).
Por outro lado, a sintaxe da ciência, enquanto linguagem investigadora, tem sido definida ou justificada a partir ra relação entre as designadas leis deterministas e as leis da matemática, originando autênticos disparates, como o facto de o Modelo Matemático deLeon Walras (justificativo do Sistema Capitalista) só ter aplicação prática numa Economia de Direcção Central ( URSS).
É ponto assente, dentro das diversas abordagens teóricas sobre o desenvolvimento económico, que existe uma correlação, acentuada, entre ciência e tecnologia, quer na componente de aumento inovador do stock de capital, quer na vertente da optimização da utilização e combinação dos factores produtivos.
De realçar que, quando tentamos abordar este tipo de questões, é normal encontrar todo um conjunto de confusões conceptuais, nomeadamente na distrinção das ambiguidades existentes entre ciência, técnica, tecnologia, investigação, invenção, inovação, difusão, desenvolvimento, etc.
No fundo, é a tentativa de compreensão e conciliação destes conhecimentos que tem permitido à humanidade adquirir uma certa capacidade de dominação na opinião de J. Kenneth Galbraith (1989 – O Novo Estado Industrial).
A. H. Ramos dos Santos (1983: 255) em Recursos Humanos e Tecnologia em Países em Desenvolvimento (Tese de Doutoramento) como que vem confirmar este conjunto de ideias, quando afirma que a tecnologia estabelece a ligação entre a ciência e a produção, através de uma mistura do saber tecnológico e tecnologia de processo.
Ora, a Economia da Educação, em Portugal, tem sido perspctivada mais na onda do economicismo (poupança de custos) do que numa visão integradora de âmbito de custo/benefício social.
Que Economia da Educação temos e que Economia da Educação queremos?